terça-feira, junho 28

Carrefour recebe proposta para fusão com Pão de Açúcar

Companhia terá controle compartilhado; BNDES injetará capital no maior grupo de varejo brasileiro, com receita de R$ 70 bilhões

A rede varejista francesa Carrefour anunciou ter recebido uma proposta para fundir suas operações no Brasil com as do Grupo Pão de Açúcar, numa companhia compartilhada em partes iguais entre os dois grupos.

A operação criaria o terceiro maior grupo de varejo no ramo de alimentos no mundo, com faturamento de 30 bilhões de euros, o equivalente a R$ 70 bilhões, segundo projeção para 2011.

A transação criaria a maior empresa brasileira de varejo. Pela proposta, as ações da subsidiária brasileira do Carrefour seriam fundidas com as da Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), que por sua vez seriam fundidas na recém-formada holding Gama, fundo de investimento administrado pelo BTG Pactual.

A holding controla mais de 50% da CBD e receberia uma injeção de capital de € 1,5 bilhão. A Gama transferiria sua participação na CBD para a nova companhia, em troca de uma participação de cerca de 11,7% no Carrefour, com a opção de posteriormente comprar mais ações no mercado aberto, num montante de até 6% do varejista francês.

No comunicado divulgado nesta terça-feira pelo Carrefour na França, para viabilizar a operação, a Gama receberia recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que terá de submeter a proposta ao conselho de administração do banco oficial brasileiro.

Se aceita, a nova companhia seria a maior empresa de capital privado do Brasil, depois da mineradora Vale. O grupo teria a maior rede de varejo, com 2.386 lojas em todo o País.


A holding Gama informou que a proposta prevê sua adesão ao atual acordo de acionistas do Carrefour e que sua movimentação seria combinada com os fundos Blue Capital, Colony Blue Investor e Groupe Arnault, donos de uma participação de 14% no Carrefour.

O BTG foi fundado pelo banqueiro André Esteves, o mesmo que comprou o Banco Panamericano, do empresário e apresentador Silvio Santos.
Em nota, o empresário Abílio Diniz disse que a proposta deve gerar benefícios consideráveis.


Casino, o outro acionista


A operação gerou desentendimento com o grupo francês Casino, que é acionista do Pão de Açúcar e divide com o empresário
Abílio Diniz o controle hoje das operações da rede de varejo brasileira. O grupo francês disse que estudará a proposta, mas afirmou que a oferta foi feita ilegalmente pelo empresário.

Em 2012, o Casino, que tem 37% do capital do Pão de Açúcar e 50% do controle, teria o direito de comprar mais ações de Abilio Diniz, passando a ser o controlador único do grupo. Assim, pelo acordo original assinado em 2005, terminaria o mandato do empresário Abílio Diniz à frente da gestão do grupo Pão de Açúcar.

Recentemente, o Casino entrou com processo na Câmara de Arbitragem contr a o empresário Abílio Diniz para fazer valer o acordo.

Nesta manhã, executivos do banco BTG Pactual e da Estatér, empresa que faz consultoria ao grupo Pão de Açúcar, detalharão a operação.

Os reis do varejo brasileiro

Veja o faturamento das três maiores redes de varejo em 2010 (R$ bilhões)
Abras
(com AE e Dow Jones)

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